terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Porque O Caminho?

     Em toda minha vida fui praticante de artes marciais e adoro ler e desenhar e observar as mais variadas formas de arte.
    Essas formas de artes, penso ser o desdobramento de diversas maneiras de domínio que Deus nos deu e afirmou em Gênesis 1:26.

    Uma observação interessante e que no oriente a palavra “Do” diz ser um caminho e para os praticantes do Judô, karatê-do Taekwondo Kendo etc... Em geral o objetivo dessas artes não são apenas para um preparo físico, mas também uma disciplina e um aprimoramento espiritual e um despertar para a verdade.

    Uma frase que muito me tocou, dita por um professor oriental, foi: “Domine uma coisa ela se torna uma arte e domine essa arte ela se torna um caminho” posteriormente ele explicou que o domínio  se torna uma verdade e razão de sua vida e te serve para te tornar forte e flexível para todos os desafios da vida e te leva a uma maestria em que nos mais variados obstáculos servem de trampolim para te elevar e aprimorar como um divertimento e oportunidade.

   Reparei que durante uns anos com o foco de atingir a faixa preta e a preocupação de ganhar ou perder, me deixava numa tensão e mesmo tendo preparo físico ainda me faltava ser mais sereno.

   Certa ocasião, após ganhar uma luta e sair contundido, um professor me disse: Você foi bem mas ainda está afobado e falta visão de luta pra ganhar sem se machucar e as vezes nem precisar de machucar seu oponente". Esse professor me explicou que após conseguir a faixa preta não teria mais a tensão dos exames e dando aulas eu teria uma visão de luta, a visão de um vencedor e a disciplina essencial que os mestres diziam “vencer sem ter que lutar”.
   Assim me tornei professor e fui adquirindo mais visão e fazendo muitos alunos campeões e que foram mais longe do que eu e com essa experiencia tive uma sensação de vitória até maior do que alcancei e descobri mais uma forma de vencer sem ter que lutar.



    Outro exemplo grande que também marcou na minha vida foi de um mestre de Jiu-Jitsu que mesmo ele não praticar uma arte marcial que termina com a palavra “Do”,  me deu um exemplo de caminho e de como vencer sem ter que lutar.
    Ele me contou que nos finais de semana foi contratado para demarcar pistas de enduro e percorria muitos quilômetros de moto e num determinado dia desceu uma ribanceira e logo em baixo tinha uma curva sinuosa e um tronco de árvore atravessando o caminho. Sua velocidade era de 80 km e frear seria impossível e se ralaria todo e teria  o risco de se machucar.
   Nesse momento ele refletiu e utilizou o que sempre nos dizia que todo problema tem uma solução “rápida, óbvia e estúpida” e me deu um exemplo de que quando você agarra o braço de um não praticante de Jiu-jitsu ele tenta puxar o braço e com isso ele quebra o próprio braço por não saber da solução rápida óbvia e estúpida que seria ceder o resto do braço e corpo para se aproximar do adversário e conseguir estrangulá-lo para que ele te solte tentando se defender e assim você  aplica a solução aparentemente estúpida.
   Em fração de segundos esse professor de Jiu-jitsu lembrou do que acabou de me contar e aumentou a velocidade para 120 km e logo abaixo fez um zero com a moto e viveu um momento único em sua vida.
   Esse professor dominou sua arte e a aplicou como um caminho e ainda denominou como “A arte da solução rápida, óbvia e estúpida”. Ele salvou sua vida e me mostrou que vencer sem ter que lutar é ceder para uma solução contraria ao que coletivamente pensa todo ser humano perante a um desafio perigoso.

   Teria muitos exemplos pra contar mas para encerrar esse assunto vou concluir com uma pessoa que não fez artes marciais mas encontrou o caminho em sua experiência profissional e também se elevou e encontrou uma razão e verdade no que sempre amava e fazia  e  aplicou numa outra atividade e ficou famoso.
Foi a história de um professor de matemática que se tornou maestro famoso com sua orquestra e numa entrevista perguntaram a ele:
- O que você fez para se tornar um grande maestro?
Ele respondeu:

“Eu calculo tudo como a matemática e com isso ajusto os momentos em que cada um deve tocar seu instrumento e organizar suas notas”

Deixo essa pergunta a todos os que estão lendo esse artigo. O que você já faz e poderia aplicar em outras áreas com o domínio do que já sabe? e o que te impede de encontrar um caminho?
Responda para si e encontrara o seu caminho.






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